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Em tempos de crise financeira, as pessoas controlando seus gastos, poupando, e num pequeno bairro do Município de Mogi das Cruzes-SP, Quatinga Velho a Renda Básica de Cidadania foi implementada. Segundo os realizadores da experiência de uma renda igual para todo cidadão, não importa sua origem, raça, credo, condição civil e socioeconômica, e o mais importante de tudo incondicional, a Renda Universal foi aplicada no momento exato, mostrando que há confiança entre os brasileiros, e que todo mundo sabe “muito bem, obrigado” como gastar seu dinheiro.
“Investir o dinheiro na base neste momento é fundamental para aquecer a economia. As pessoas sempre precisam comprar o básico e a Renda Universal em Quatinga Velho é um exemplo, pois as pessoas estão reformando suas casas e tendo acesso a alguns serviços e produtos que antes era impossível” diz Bruna Pereira, Presidente do ReCivitas, OSCIP proponente da experiência que vem pagando desde Outubro 2008, R$30,00 por mês aos moradores inscritos no projeto.
De onde vem o dinheiro? Engana-se quem respondeu de verbas públicas, os recursos não são fruto de impostos, as contribuições são realizadas voluntariamente por um grupo de pessoas que acreditam na Renda Básica de Cidadania e lutam para que a lei 10.835/2004 seja logo implementada no Brasil.
O Consórcio da Renda Básica de Cidadania ou Renda Universal tem cruzado fronteiras brasileiras. Esta semana Quatinga Velho conta com mais um contribuinte, vindo da Itália. Pedro conheceu o ReCivitas através da sede virtual da OSCIP no SecondLife, conversou com Bruna, a presidente do ReCivitas, e decidiu aderir ao projeto.
Pois é...os contribuintes que antes eram do município de São Paulo, depois Estado, já chegou ao planalto central e agora cruzou o Atlântico, qual será a próxima fronteira?
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